quarta-feira, 4 de março de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Making-of do que ficou incompleto

Rock N' Roll Suicide... David Bowie...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Indicação de livro

Tenho lido bastante, ultimamente. É provável que eu tenha lido mais nos últimos dois anos que nos 23 anos anteriores. Claro, alguns livros já recomendei — certamente, todos aqueles que li até o final, que são a maioria dos que inciei. Ocorre que o livro que estou lendo atualmente sinto grande necessidade de indicar a todos.

Leia Novo Testamento — de diversos autores, segundo uns; de apenas um, segundo outros. Considerando que se trata do maior best-seller da História, não deverá ser difícil encontrar. Da história, o leitor deste blog certamente já ouviu falar — o que, como só vim compreender agora, nem dispensa, nem prejudica a leitura. É um livro especial.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sobre Deus

Passei algumas horas hoje pondo à prova meu agnosticismo. Será que o caminho que me leva à dúvida também me levará a Deus? Pois, por que não? — Afinal, posso afirmar com certeza que Deus não se importaria. É impossível que se importasse. Com que autoridade Deus rejeitaria meu agnosticismo mais que elogiaria a fé do dogmático? Se deus me ama ainda assim, há de me conceder a graça necessária; para que eu seja simplesemente o que fui feito pra ser: o que sou. É preciso ser meio louco para acreditar em Deus. Mas será que sou louco demais? Ou eu não seria louco o bastante?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Hamlet

Àqueles que sofrem de dúvida (como tanto já sofri), recomendo algum conhecimento de Lógica. Não me refiro a um estudo aprofundado — como à validação formas silogísticas, ou algo assemelhado —, mas a conhecer o simples conceito de "dilema".

Muito especialmente no campo da Moral — no qual completamente se insere aquilo que chamo de "sofrimento" —, grande parte dos problemas pode ser reduzida a um dilema. Consciente disso, pode-se dispensar o flagelante sofrimento secundário que precede a opção entre o desespero e a resignação. Assim, afinal, o problema pode ser resumido à escolha entre a vida e a morte — o que, para mim, se trata de uma questão pacificada.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sincresia etílico-alcalóide

Falar; dizer. Até quando? Até que ponto? Dizem que digo demais. Parece-me que eles estão errados — eles, que dizem demais. Mas e se eu não for compreendido? E, afinal, o que ganharei ainda que eu não seja compreendido? — Foda-se? — Nem sempre. Até me fodo; e me lasco. Pois, que se me lasque! Que merda?! Que bom! Pois, — ah! — que se lasque (ou se foda, se for melhor)!

Algo está incerto. Algo, talvez, que nunca me foi certo. Mas saberei encarar, procurar ser capaz, à altura, de alcançar tudo aquilo que tanto me atrai? — Afinal, o que é que tanto me atrai? — Falemos novamente em fodeção? Ah, sempre! Sempre tratamos de libido! Porque Freud era Deus! Freud sabia das coisas. Freud gosta de sexo. Freud gosta daquilo de que não se pode saber. Mas Freud está morto. Então ele não ligará. — Pois, com todo o respeito, Freud: vá se foder. E goze! E o resto, por sua vez, que se foda também! (E, assim, enquanto todos se fodem, Freud é quem goza...)

(...)

Há muito tempo estou cansado. Sempre assim: o cansaço. Mas cansado de quê? — Pois, hoje, estou cansado do cansaço vil, bastante para apenas o discurso. Estou cansado da estética morta; daquela que, para mim, talvez preencha — apenas talvez —, mas não a mim mesmo. Estou cansado de muito; das redundâncias; das aliterações meramente acidentais; dos acidentes propositais; das rimas; da forçação; da barra; do cansaço...

Mas, ainda assim, desejo. Necessito, mas não digo: — em parte porque não sei; em parte porque não sei dizer perfeito-bestialmente, como me entendam. E, se for o caso, que eu me foda! — Quem sabe se não está aí a origem do vocábulo "autofagia"?

(Explicações, peçam a Vygotsky; Freud está ocupado demais se fodendo no além.)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Enquanto isso, Freud explica Descartes...

Minha racionalice talvez seja mais marcantemente racionalizada que propriamente racional.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

É verdade que todo problema cujas soluções podem ser conferidas por um algoritmo polinomial pode também ser resolvido por um algoritmo polinomial?

"Amor da minha vida, daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade." 

Cazuza sim, por que não? — Ora, nem só Wittgenstein "manda em mim"! É claro, obedeço apenas ao que desejo obedecer. Meu pudor é insuficiente para que eu deixe de admitir que as justificativas morais me são razões meramente a posteriori.

O culto ao exagero, ao venerável exagero... — Haveria em mim algo mais tipicamente romântico, dentre minhas "características" mais marcantes? Ah, mas não; não sou assim tão romântico. Até talvez a maior parte das minhas falhas de caráter — sobretudo as mais abjetas —  tenham germinado a partir da inabilidade dos meus companheiros de discussão, em minha infância. Talvez me tenha faltado um guia à altura das lições. Cazuza melhor pregou, a favor do exagero: é porque assim sou, porque (quem sabe?) assim fui feito para ser. Na impossibilidade de construir uma moral a partir da razão, aqueles que o tentaram diante de mim acabaram por me convidar à imoralidade. Meu fracasso perante meus mestres é o fracasso dos mesmos diante de mim, como me parece ocorrer com qualquer proposta pedagógica mal-sucedida.

Por que não ser exagerado? Por que não fumar, matar ou morrer? — Parece-me que argumentação racional em si não é capaz de fundamentar uma obrigação, um dever, uma regra de conduta, uma postura diante da vida... Até suponho que a maior parte dos discordantes omita alguma regra moral anterior, que dite algo como isto: "Procede conforme determine tua razão." Só assim, a posteriori, poderíamos encontrar (ou criar) uma conexão entre razão e a moral, que, afinal, são assuntos de alçadas diversas. Em última análise, se houver investigação suficiente, haveremos de encontrar um "porque sim" intransponível.

Talvez as crianças sejam todas estetas; a gênese do "senso moral", uma seqüência de contingências às quais se atribua certo padrão, conforme talvez Freud explique. Pois, entre o desejo e o "senso moral", não há dúvidas de que aquele lhe é infinitamente mais natural. A moral é algo tão tipicamente humano como é natural que as mulheres jamais disponham da verdadeira cidadania. A moral é uma ilusão frágil no universo de ilusões que formam o Universo (ou o "universo particular", se, apesar da disparatice, assim ficar mais claro). Afinal, a moral prega a temperança, mas não é convincente como o Cazuza.

Pois, admitindo que de alguma forma misteriosa podemos retirar de um problema racional um problema moral, apresento o seguinte, surgido então a partir do problema matemático que dá título a este poste: Por que se deve abster de insistir em algo que provavelmente vai dar errado?